domingo, 6 de março de 2016

PANAMÁ - Bocas del Toro






BOCAS DEL TORO

Estava em Búzios quando pela primeira vez ouvi falar de Bocas del Toro. Me perguntaram se eu conhecia este local e minha resposta foi: "Onde fica?", isto para você ter uma ideia do quanto o local era novidade para mim. Então o colega me disse que era no Panamá e ele queria conhecer, já havia lido a respeito mas queria saber a opinião de alguém que já tivesse visitado.

A partir dai comecei a pesquisar e as referências sempre eram de que tratava-se de um local paradisíaco, um dos principais pontos turísticos do Panamá e etc. Diante de tão boas referências resolvi que quando fosse conhecer o Panamá, incluiria este local no roteiro e foi o que fiz.

Após várias pesquisas resolvi ficar três dias por lá e foram suficiente para conhecer os principais pontos turísticos, acho que mais que isto iria me aborrecer.

 Bocas del Toro é a capital da província (estado) de mesmo nome, localizado ao norte do Panamá. É banhada ao norte pelo mar do Caribe e a leste e sudoeste faz fronteira com a Costa Rica.

A origem do nome não possui registro histórico oficial, já que a história de muitos nomes na Republica do Panamá, tiveram seu histórico de origem perdido no tempo,  mas a população local passa duas versões, quais sejam:

  • o último cacique que habitou na região, foi um forte e valente guerreiro e era conhecido como "Boka Toro"
  • que Cristóvão Colombo em uma de suas viagens pelo Caribe, avistou uma rocha cujo formato lembrava um "touro deitado com a boca aberta"....
 Os europeus chegaram pela primeira vez em Bocas del Toro, durante a quarta viagem de Colombo à América, isto em 1502.

No decorrer do tempo, com a formação de diversas republicas na região, este local pertenceu a Guatemala, Costa Rica e Colômbia. Com a separação do Panamá da Colômbia, se converteu parte da Republica do Panamá.

Bocas del Toro faz parte das áreas protegidas pela Autoridade Nacional Ambiental do Panamá - ANAM, no que diz respeito a vida silvestre, a biodiversidade, o patrimônio natural e cultural, que tem como finalidade garantir o aproveitamento racional dos recursos naturais e cumprir os compromissos internacionais de proteção ambiental, sendo este o motivo que o local possui diversos "santuários ecológicos", os quais podemos visitar.

TRANSPORTE ATÉ BOCAS - Você pode ir em ônibus desde a Cidade do Panamá, o que levará mais de 10 horas, ou o meio mais prático que é em avião. Eu cheguei até lá em avião, num voo interno e optei pela companhia AIR PANAMA (www.airpanama.com).

AEROPORTO - é praticamente uma sala de embarque/desembarque, tão pequeno é. Ao chegar você turista deve pagar um imposto local, o qual é cobrado no local de desembarque.

Aeroporto de Bocas del Toro

TRANSPORTE DO AEROPORTO PARA A VILA - Se você estiver com pouca bagagem, informe-se e vá a pé mesmo para seu hotel, pois o aeroporto é praticamente dentro da vila. Caso esteja chovendo (o que ocorre muito por lá) ou estiver com mala grande, você pode pegar um serviço de transporte em van, os quais estão disponíveis no aeroporto, são bastante baratos.

HOTEIS - como é um local turístico a oferta de hospedagem é grande e variada, você pode escolher de hostel até hotéis luxuosos. Eu fiquei em um hotel bastante pitoresco e bem centralizado. O HOTEL EL LIMBO (www.ellimbo.com). Vários hotéis na vila possuem ancoradouro próprio, então quando você contata um passeio e o hotel possui este recurso, eles vem te pegar de barco no próprio hotel. O hotel que fiquei hospedado possuía um ancoradouro, que segundo notei, era utilizado não só pelos hospedes, mas por outras pessoas que iam fazer tour marítimo.

Salão de café do Hotel El Limbo

Salão de café do Hotel El Limbo

Hotel El Limbo - parte traseira

Hotel El Limbo - frente

PONTOS TURÍSTICOS

Como a maioria dos passeios em Bocas del Toro é por meio do mar, optei em faze-los por meio de tours adquiridos diretamente nas agências de turismo.

Há a opção de faze-los individualmente, tomando as embarcações nos pontos definidos dentro da cidade, e explorar os destinos por conta própria, no entanto achei que isto levaria muito tempo e como tinha três dias para conhecer ao máximo, optei em visitar os locais com a assistência de um guia, mas vamos dizer que foi com a assistência de um "condutor de barco", já que por aqui, a exemplo dos outros locais no Panamá as informações turísticas não acontecem, eles simplesmente te levam ao local e ao chegar dizem que horas e local você deverá estar para o retorno, ou seguir para a próxima parte do tour.

Quando montei o roteiro da viagem, fiz reserva de dois tours de dia completo, por meio de uma agência de turismo local, isto foi muito legal, pois como meu tempo em Bocas era curto, já tinha definido o que fazer/conhecer, de modo que não perdi tempo.

Os tours reservados foram os seguintes:

Tour 1 - Bahía de los Delfines, Cayo Coral e Cayo Zapatilla

Tour 2 - Boca del Drago, Playa de las Estrellas, Isla de los Pajaros e Punta Caracol

Estes dois roteiros abrangiam a maioria dos principais passeios de Bocas, de modo que como dito anteriormente, meu tempo foi muito bem aproveitado.

Vamos então começar a falar sobre os passeios:

Tive sorte, pois como já falado anteriormente o hotel onde fiquei hospedado tinha um ancoradouro, onde vários barcos turísticos pegavam e deixavam passageiros, e nos dois tours o barco passou por lá para me pegar, então meu embarque era dentro do próprio hotel. Muito comodo.

Deste modo, logo pela manhã embarcamos no ancoradouro do hotel com destino à BAIA DOS GOLFINHOS ( bahía de los delfines). Primeiro navega-se em mar aberto, e ao chegar na baia os motores dos barcos são desligados para deste modo atrair os golfinhos, que timidamente aparecem.

No nosso caso, foi bem tímido mesmo, pois vimos um ou outro, pois "o mar não estava para golfinho".....rs.rs.rs...

Baia dos Golfinhos

Baia dos Golfinhos - com um tímido golfinho


Dali seguimos para CAYO CORAL, que seria nosso local de apoio. A ida até lá nos permitiu dar uma olhada no que teríamos para curtir no período da tarde e também para já encomendar o almoço que seria por ali.

Cayo Coral

Cayo Coral

Seguimos então para CAYO ZAPATILLA, um local sensacional.

Cayo Zapatilla não tem nada em matéria de estrutura, somente vegetação, areia, mar e alguns turistas.

Para chegar até a praia o barco se aproxima ao máximo e você salta já na areia, isto mesmo, é tão deserta que não há nem um pier/ancoradouro/etc. No entanto a cor da água, a temperatura da água, o formato da vegetação, a areia...... tudo maravilhoso. Você realmente sente que está no Caribe.

Nos foi dado um tempo para ficar por ali e o que havia para fazer era caminhar, nadar, ficar na água ou simplesmente tomar sol. Ô vida difícil........ Só não nadei pois não o sei fazer, o demais curti tudo e bastante. Foi um ótimo passeio.

Cayo Zapatilla

Cayo Zapatilla - local de desembarque/embarque

Cayo Zapatilla

Cayo Zapatilla
Lá pelo meio da tarde, retornamos para Cayo Coral onde teríamos nosso almoço e depois um tempo livre para aproveitar o local. Apesar que depois de Cayo Zapatilla o Cayo Coral ficou meio fon fon fon........ então depois do almoço preferi descansar e ficar "lagartixando" só de olho na paisagem.

No final da tarde retornamos diretamente para Bocas del Toro, e como ainda estava claro, aproveitei para conhecer a cidade, ou melhor dizendo, o povoado de Bocas del Toro....rs.rs.rs... já que eu havia chegado pela manhã e embarcado no tour.

A cidade é bonitinha, simples e muito colorida. É aquela coisa bem riponga, muita gente paz e amor, enfim nada desconhecido ou diferente.

Vista de Bocas del Toro

Praça em Bocas del Toro

Comercio em Bocas del Toro
A noite em Bocas del Toro é bastante movimentada, pois como há muitos turistas, o pessoal sai para jantar, dar uma volta, enfim curtir a cidade, e isto acaba por dar um movimento bem bacana.

Há vários locais para comer com diversas opções, neste quesito foi muito tranquilo.

Apesar que pelo notado, na região onde eu estava hospedado, o restaurante do hotel era o local mais bacana para frequentar. Um restaurante com decoração balinesa/oriental muito bonito, destacava bastante na região e estava bem cheio. Jantei ali na primeira noite e foi uma das melhores refeições que fiz no Panamá.

Segue uma foto do local para você ter uma ideia do quanto é bom.

Restaurante do Hotel El Limbo

No dia seguinte, novamente aguardei o barco na doca do hotel e depois que pegaram os turistas que ali estavam, iniciamos o tour do dia, seguindo diretamente para ISLA DE LOS PAJAROS.

No caminho para a Isla de los Pajaros, conhecemos PUNTA CARACOL, que é oferecido no pacote como um passeio e na verdade você passa de barco em frente a Punta Caracol que é um complexo hoteleiro, na verdade um resort, só isto. Se não prestar atenção quando o condutor do barco avisa você nem fica sabendo do que se trata.

Punta Caracol - resort

Punta Caracol - resort

Continuando seguimos para a Isla de los Pajaros, um lugar belíssimo, onde você tem a impressão de estar entrando em um filme do Piratas dos Caribe, pois a estrutura rochosa e vegetal da ilha remete a isto.

É um local muito bonito e interessante, pois ali você tem a oportunidade de ver muitas espécies de aves dos mais diversos tamanhos, cores, famílias, ninhos, etc. O barco não para pois não há como atracar e não há vida humana por lá, mas ele faz uma volta em toda a ilha e vai muito próximo do costão. Este passeio foi o grande momento do dia.

Isla de los Pajaros

Isla de los Pajaros

Isla de los Pajaros

Isla de los Pajaros

Isla de los Pajaros

Isla de los Pajaros

Isla de los Pajaros
Não comentei isto nos outros post sobre o Panamá, mas estes passeios feitos por lá, são em barcos rápidos, e eles correm demais, eu voltei meio que traumatizado com os sustos e o medo que passei, mas voltei vivo.....rs.rs.rs.... Para você ter uma ideia o medo foi tanto que meses depois em Punta Cana eu não fiz um passeio pois a viagem de ida era em barco rápido e eu não estava afim de viver aqueles sustos/medos novamente....rs.rs.rs... Então se você tem medo de navegar como se estivesse na corrida de fórmula 1, pense bem antes de ir para lá.....rs.rs.rs..

Como a Isla de los Pajaros é o ponto mais distante do passeio, então a partir de lá começamos a retornar para o continente, e nos dirigimos para visitar BOCA DEL DRAGO e PLAYA DE LAS ESTRELLAS.

O negócio aconteceu assim, o barco se aproximou de Boca del Drago, o condutor do barco disse que ali era este local e que não desembarcaríamos ali, iriamos direto para Playa de las Estrellas que é ao lado e quem quisesse visitar Boca del Drago, poderia ir caminhando pela praia/bosque até lá. Chegaríamos a Playa de las Estrellas navegando em toda a lateral da praia de Boca del Drago.

Bom diante disto, só nos restou aguardar a chegada na Playa de las Estrellas e desembarcar.

Quando chegamos o mesmo esquema do dia anterior, pulamos diretamente na praia, com parte seca curtíssima, nem areia era, na verdade parecia mais uma represa, e ai estamos em Playa de las Estrellas que tem este nome devido a quantidade de estrelas do mar que ficam na praia e os turistas brincam com elas. Nem sei se o termo brincar é correto, talvez o mais correto fosse "os turistas ficam ali torturando elas....", já que ficam virando as pobres de barriga para cima para que não voltem ao mar e da-lhe fotografias...........

O condutor do barco nos disse o horário que sairíamos de retorno a Boca del Toro e nos indicou um local para almoçar. Dali para frente aos turistas restou o "salve-se quem puder".

A Playa de las Estrellas não me agradou, como disse parecia mais uma represa, a estrutura de apoio como restaurante/bar/etc muito fraca e cara.

Playa de las Estrellas

Playa de las  Estrellas

Playa de las Estrellas

Playa de las Estrellas
Para passar o tempo fiz como o guia havida sugerido, fui a pé para Boca del Drago.

O caminho é muito bonito, mas sem sinalização alguma e chegou um ponto que havia um riacho e eu não sabia como cruza-lo, até que uns gringos que parecia já estarem por ali a algum tempo, passaram andando e só então que vi a possibilidade de cruzar a pé já que a água não chegava no joelho, mas até aí............ eu estava quase voltando para a Playa de las Estrellas.

Boca del Drago tem mais estrutura para passar o dia, não sei porque eles não fizeram o contrario e nos deixaram ali.......



Boca del Drago

Boca del Drago

Boca del Drago

Como disse a paisagem entre Playa de las Estrellas e Boca del Drago é muito bonita, então vale muito a pena fazer a caminhada.

Caminho entre Playa de las Estrellas e Boca del Drago

Caminho entre Playa de las Estrellas e Boca del Drago

Caminho entre Playa de las Estrellas e Boca del Drago
Depois retornei para almoçar em Playa de las Estrella e após o almoço aluguei uma espreguiçadeira e foi ali que fiquei o restante do tempo, até a hora de retornar, só "lagartixando".

Retornamos para Bocas del Toro e a noite como era um sábado o movimento estava maior, então sai para jantar e acabei assistindo um lindo show com acrobacias envolvendo tochas de fogo, que estava acontecendo em um restaurante próximo ao hotel que estava hospedado. Um lindo show, valeu a pena! Fez com que eu fechasse Bocas del Toro com chave de ouro.

Te digo que fiz os principais passeios de Bocas del Toro, pois no dia seguinte tinha até as 13hs livre e busquei o que fazer e não achei, dei outra volta na cidade e pronto.

Há outros passeios em ilhas próximas, mas pelo que li e ouvi, não são mais interessantes do que os que realizei, isto acaba ficando para quem destina uma quantidade de dias maior para visitar o local. Na minha opinião três dias são suficiente.

Apesar dos percalços gostei muito de conhecer Bocas del Toro, foi um lugar que me chamou a atenção, li coisas muito boas a respeito e fui lá checar. Na verdade não consegui ver "tudo" aquilo que falam, mas é um lugar interessante. Só não ficou com gosto de "quero voltar"............... Sempre lembrando que esta foi minha opinião, como disse anteriormente, muita gente ADORA a região que é considerada um dos points turísticos do Panamá..

E assim finalizei minha viagem ao Panamá, segui em avião de Bocas del Toro diretamente para a Cidade do Panamá, e chegando lá só mudei de aeroporto e embarquei para o Brasil, foi um retorno puxado, mas estava feliz pois havia realizado mais um de meus sonhos turísticos.

Espero que você tenha gostado de meu relato sobre o Panamá, e que vá conhece-lo, pois apesar de tudo o que te contei vale a pena visitar o país.

Agora já começo a trabalhar no próximo post e estou decidindo qual local abordar. Espero que em breve você possa descobrir.

Um grande abraço

Benevide



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

PANAMÁ - San Blás




SAN BLÁS

Antes de conhecer o Panamá, especificamente a Cidade do Panamá, sempre que via ou lia reportagens, via fotos de praias e ilhas simplesmente maravilhosas, aquelas paisagens de Caribe, com aquela água transparente de cor intensa, areia branquinha, palmeiras, etc. Então pensava que a cidade tinha bem próximo este tipo de diversão.


Na verdade, as imagens que via eram de San Blás, ou seja, um conjunto de centenas de ilhas que são administradas pelos índios Kunas e estas ilhas/praias ficam longe da Cidade do Panamá.

Ilha no arquipélago de San Blás
O local sem sombra de dúvidas é SENSACIONAL ! Todos os contratempos e sacrifícios para chegar até lá são válidos, e eu quase não fui.....rs.rs.rs..

Quando fui procurar informações para contratar um tour para San Blás, tive algumas surpresas, ou seja, quase me convenceram de que eu não ia gostar dos trâmites necessários para fazer o tour. E digo que isto me causou um grande desconforto a ponto de desistir e tentar fazer outro passeio, mas como era uma semana cheia de feriados não havia nada para eu fazer, então não me restou outra opção a não ser enfrentar a jornada para ir a San Blás. Que bom isto ter acontecido, pois tive a oportunidade de ver/curtir algumas das paisagens mais lindas que vi na vida.

Há possibilidade de conhecer San Blás em um único dia (bate-volta), bastante cansativo, ou de se hospedar nas ilhas por dois ou mais dias, ficando alojado em cabanas kunas.

Tudo muito bonito, mas ainda não tenho preparo psicológico, para ficar em uma ilha que em 5 minutos você percorre toda a volta da mesma, além das condições precárias de hospedagem, sem energia elétrica, sem opções de alimentação além da oferecida pelo "anfitrião". Mas muita gente curte a experiência.

Os quartos para o pessoal que resolveu pernoitar na ilha.

Quando fui contratar o tour o agente de viagem me disse que eles vendem o pacote, e garantem o cumprimento dos horários até o momento de entregar você para o guia kuna, pois a partir do momento que adentra-se em território kuna são eles quem irão conduzir o andamento do passeio. Estranho não? Mas foi realmente isto que aconteceu. Vou relatar como tudo se passou.

Saímos da Cidade do Panamá, muito cedo e após cerca de 3 horas de viagem em veiculo 4x4, chegamos ao território kuna, então nosso motorista deixou o grupo com o guia kuna, que nos recepcionou e pediu que aguardássemos em um "botecão", até que fosse liberada nossa embarcação, isto sem previsão de horário da saída, poderia ser dali a 5 minutos ou 2 horas????...... Detalhe, o guia kuna para em frente a você e diz: "Dois dólares para pagar imposto", simplesmente assim. Ficamos esperando e nada do passeio ter prosseguimento, até que o guia começa a separar os componentes do grupo e de certa forma "distribuir" a gente entre vários guias kuna. Ou seja, o grupo que saiu da Cidade do Panamá foi simplesmente "loteado".

Bem, depois de pegarem turistas de vários grupos, o novo grupo se dirige com o novo guia para embarque na lancha rápida que segue mar a dentro, correndo demais, partes de meu coração devem ter ficado por lá, já que viajei o tempo todo com o "coração na boca".

Saída de barcos do continente para visitação às ilhas de San Blás

Saída de barcos do continente para visitação às ilhas de San Blás

Saída de barcos do continente para visitação às ilhas de San Blás

Fizemos uma parada em uma das ilhas habitadas pelos kunas, para conhecer como eles vivem e visitar uma cabana nativa.

Casas dos índios kunas

ilha no arquipélago de San Blás, destinada a moradia dos índios kunas

ilha no arquipélago de San Blás, destinada a moradia dos índios kunas
Até agora estou falando e falando sobre os kunas, e você deve estar se perguntando: "quem é este povo", então de forma muito resumida, no final do post faço uma descrição para que você entenda melhor. É muito interessante o respeito que esta comunidade recebe do governo panamenho, já que por lei, possuem autonomia bastante larga para administrar seu território e manter costumes culturais.

Ao chegar na primeira ilha, acabo esquecendo os percalços já que a paisagem é paradisíaca. Uma cor de mar sensacional, a ilha é perfeita, enfim tudo de bom.

Chegando na primeira ilha a ser visitada

ilha em San Blás

ilha em San Blás

ilha em San Blás

ilha em San Blás

Ao descer na ilha que em 5 minutos se dá a volta nela,eram 10 horas, o guia diz que 11 horas vamos seguir para outra ilha, onde ficaremos 3 horas por lá, depois voltamos para almoçar ali, e que podemos aproveitar a ilha seja nadando, caminhando, tomando sol, enfim desfrutar o momento.

Quem optou em tomar sol e nadar, estende sua toalha e organiza suas coisas, ai chega o índio e diz: "Rápido, vamos embarcar, vamos embarcar e seguir para a outra ilha". Ai perguntamos: "Mas você não disse que iriamos às 11hs???".... Ele diz : "Vamos AGORA.....!!!"... Como o agente de viagem já havia cantado a bola, fiquei quieto, peguei minhas coisas e pulei na lancha..... :) O pessoal todo alvoroçado e revoltado com a falta de organização/comunicação :(.

Chegando na próxima ilha, a conversa foi a mesma, disse que dali três horas iriamos retornar e te digo, faltando meia hora, foi o mesmo corre corre para a lancha.....!?!?!?! Ao nos acomodarmos o guia se planta na sua frente e diz: "Dá 5 dólares para pagar imposto!", questionei o pagamento e ele disse que em toda ilha se paga imposto.....cruzes que exploração!!! Digo isto pois o tour é caro.

Mas deixando a reclamação pra lá, vejam que coisa linda nos esperava........ esta ilha era muito mais bonita que a outra e fazia um sol de rachar, o que deixava a paisagem ainda mais bonita. E lá vou relevando tudo, por causa do visual. Foram horas ótimas as que passei por ali.
segunda ilha que visitamos no arquipélago de San Blás

ilha em San Blás

olha o tamanho desta ilha no arquipélago de San Blás, eu vi uma que tinha só um coqueiro.

ilha em San Blás

ilha em San Blás
Ao retornar para a primeira ilha, no caminho o guia kuna simplesmente parou o barco no meio do mar, lançou ancora e pulou na água.... eu pensei: "Que p...... é esta?"..... era um banco de areia lindo com muitas estrelas do mar ao toque de nossas mãos, mas caramba, não avisou nada que iria fazer esta parada, e nós os turistas, cada um por si..... Mas como a paisagem é maravilhosa a gente continua relevando.

banco de areia no meio do mar - San Blás

banco de areia no meio do mar - San Blás

ilha em San Blás

Ao chegarmos a ilha de destino, nos levam a uma cabana para almoçar e colocam o prato na sua frente e praticamente dizem: "Come!!!...."...... kkkkk. Se você come peixe, bem, senão fica com fome, algo assim como "é o que temos para hoje". Ainda bem que o peixe estava delicioso, na verdade o melhor peixe que comi no Panamá, os vegetarianos de plantão comeram só a saladinha e o arroz.

o almoço do dia - em San Blás

Passamos mais algum tempo na ilha e sempre aguardando o momento do "toque de recolher", pois não definiram horário de saída.

metade da ilha - em San Blás

a outra metade da ilha - em San Blás

San Blás

Meu sentimento foi de que nos colocam nas mãos dos índios kunas e eles fazem o que querem e quando querem. Eu recomendo o passeio por sua beleza, mas vá preparado para este tipo de comportamento, relaxe totalmente.

Quando chegamos ao continente, para pegar o transporte para voltar à Cidade do Panamá, foi um transtorno, não iriamos voltar no mesmo veiculo que viemos. Começaram a "lotear" novamente os turistas entre os motoristas presentes. Para se ter uma ideia eu mudei de veículo 3 vezes, já que não chegavam a um acordo de quem levaria quem.

retornando para o continente panamenho

Após horas de viagem chegamos à Cidade do Panamá, graças a Deus!! São e salvo depois de tantos transtornos. Ai entendi o motivo pelo qual o agente de viagem foi super honesto comigo, informando tudo de mal que iria acontecer. Mas as fotos que divulgo farão você relevar os problemas e ir conhecer aquele lugar que é tão lindo. Realmente vale a pena!!

Eu recomendo que você faça o passeio, seja o tour de um 1 dia ou com hospedagem por meio de uma agência de turismo local, já que eles fazem a negociação direta com os kunas, inclusive há como ir em avião para San Blás, é claro que fica bem mais caro.....rs.rs.rs..

A título de esclarecimento, quero deixar claro que esta foi a minha viagem a San Blás, pode ser que você faça esta viagem e não ocorra nada parecido, eu não consegui conversar com alguém que foi a San Blás, para verificar se estes acontecimentos são rotineiros ou não, só sei dizer que bateu com o que o agente de viagem havia me antecipado.

Depois de todos os passeios pela Cidade do Panamá e San Blás, segui viagem para Boca de Toros, um local muito interessante que será tema do próximo post.

Finalizo por aqui e nos encontramos em um novo post. A seguir uma breve descrição sobre o povo Kuna.

Um abraço,

Benevide



Kuna (etnia)

Os kunas são um povo ameríndio, que estão estabelecidos no Panamá e na Colômbia.

As primeiras expedições espanholas para a conquista da América, tiveram contato com os indígenas Kuna, por volta de 1500.

Os kunas vivem em sua maioria no noroeste do Panamá em um vasto conjunto de aldeias que estão assentadas em aproximadamente 360 ilhas, o senso de 2000 acusava uma população de aproximadamente 62.000 habitantes, uma pequena parte vive na Colômbia.

A migração dos bosques no continente panamenho para o arquipélago, no decorrer do tempo, ocorreu devido a guerra com um outro grupo indígena e também o mal trato que lhes davam os conquistadores espanhóis.

Face seu aliamento com os ingleses contra os espanhóis, houve uma ordem da coroa espanhola para que se extinguisse os kunas, o que não logrou exito, já que eles estão ai para contar a história.

É um povo indígena que possui direitos e autonomia sobre seus territórios, sendo de seu domínio o controle sobre os recursos naturais e o aproveitamento de outros recursos da região. Tudo isto controlado por meio de Casas de Congresso, que funcionam em cada comunidade e constitui um centro consultivo, deliberativo e executivo administrado em consenso pelos lideres das comunidades kunas.

A economia é embasada na agricultura, pesca e caça. Eles habitam em casas simples, construídas com palha, porém resistentes às intempéries do clima local.

Bananas, cocos e pescados são os fortes ingredientes da dieta kuna, que é suplementada com alguns produtos importados do continente panamenho e animais domésticos.

As mulheres kunas vestem lindas roupas de um colorido especifico e bordados característicos da cultura kuna. A venda de peças com estes bordados contribui para a economia domestica.

mulheres kunas vestindo seus trajes típicos e mostrando os bordados de sua cultura
foto: www.lakeforest.edu

mulher kuna bordando
www.authorstream.com

Atualmente o turismo também contribui de forma significativa na economia do povo kuna.

O idioma dos kunas é o Dulegaya, de uso diário nas comarcas kunas, mas o idioma castelhano é largamente utilizado, inclusive na educação e em documentação escrita.

índios kunas na Cidade do Panamá